• Facebook Page: 100000238138589&ref=ts
  • Twitter: ifscgaspar

acesso informacao

Projeto do Câmpus Gaspar é um dos finalistas do Prêmio ODS SC 2019 PDF Imprimir E-mail

O projeto “Acolhimento e inclusão social a refugiados e imigrantes” do Câmpus Gaspar do IFSC é um dos finalistas do Prêmio ODS SC 2019 na categoria instituição de ensino. A premiação é promovida pelo “Movimento Nacional ODS SC – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” e busca valorizar projetos que contribuam para o cumprimento das metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pela ONU para suprir desafios ambientais, políticos e econômicos mundiais. A entrega da premiação será nesta sexta-feira (28) no Fórum Brasil ODS, que será realizado em Florianópolis.

 

 

Desde 2014, o Câmpus Gaspar em parceria com entidades e órgãos públicos do Médio Vale do Itajaí vêm ofertado cursos de língua portuguesa e cultura brasileira para estrangeiros (básico 1 e 2 e intermediário 1 e 2). Ao longo de cinco anos de trabalho, já foram atendidos cerca de 600 haitianos que, além de terem aulas de português, conhecem aspectos da cultura brasileira que os permitam entender questões referentes à legislação trabalhista ou mesmo sobre o sistema público de saúde. “Esse reconhecimento reforça a importância do trabalho e empodera a própria comunidade haitiana que é atendida pelo projeto. Quando nós iniciamos a ação, nós pensávamos no ensino de português para estrangeiros, mas hoje além do ensino da língua, nós trabalhamos na formação dos próprios profissionais de ensino para atender esses alunos haitianos ou descendentes de haitianos nas escolas, nas redes de ensino, de assistência e de saúde. Os nossos objetivos foram muito além de simplesmente ensinar português. Nós temos também uma série de ações na área de empoderamento feminino, inclusão social e inserção das mulheres no mercado de trabalho. São várias ações que se unem no sentido de propiciar a inclusão social da comunidade haitiana”, avalia a diretora-geral do Câmpus Gaspar, Ana Paula Kuczmynda da Silveira.


Neste semestre, estão sendo ofertados nove turmas do curso de “Língua portuguesa e cultura brasileira para estrangeiros” nos municípios de Gaspar, Blumenau e Pomerode e atendidos 270 haitianos. Um trabalho que vem sendo desenvolvido a partir da parceria com prefeituras e entidades como Cáritas diocesana de Blumenau, Fundação Pró-família e Associação Brahaitianos Unidos. “A indicação a esse prêmio reconhece o esforço e a dedicação do IFSC. Quando muitos imigrantes chegaram a região em 2013, eles acabavam aprendendo um pouco da língua no dia a dia, mas não adianta só falar, porque se você não escreve, você continua um analfabeto. O curso também os ajudou a entender aspectos da cultura brasileira e isso tem sido fundamental para a integração deles”, explica o membro da direção da Cáritas Diocesana de Blumenau Carlos Ziegler.


Estela Saint Fleur é uma das imigrantes que veio morar em Gaspar há quatro anos e que é aluna do curso. Ela chegou ao Brasil sem saber falar português, tentando se comunicar em espanhol. “Para mim está sendo muito importante porque eu tenho aprendido muita coisa. Agora já sei escrever melhor e quero fazer um curso técnico no IFSC.”


O presidente da Associação Brahaitianos Unidos, Webster Fiezre, avalia que só em Blumenau vivam cerca de 600 imigrantes haitianos. “Aprender português não é só para inserção no mercado de trabalho, mas para a vida social do imigrante, porque sem aprender a língua ele não consegue fazer nada. Esse projeto além de ofertar as aulas, tem permitido que muitos imigrantes voltem a estudar e se capacitar em cursos ofertados pelo IFSC, porque não basta saber o idioma. Eu vejo que a indicação a esse prêmio dá ainda mais força para o trabalho realizado pelo IFSC.”


Além da oferta de cursos para haitianos, há uma série de pesquisas que estão realizadas no Câmpus Gaspar para levantar dados sobre a imigração. A pedagoga Amanda Fischer Miguel, que foi aluna da pós-graduação em "Pesquisa e prática pedagógica" do Câmpus Gaspar, fez um levantamento sobre as principais demandas dessa população em sua monografia. “O que se observa junto às equipes de assistência social de Gaspar que atendem aos imigrantes é que as principais demandas estão relacionadas à documentação para o trabalho, dificuldade com relação a língua, violação de direitos e acesso a benefícios. O que se observa também é que muitos imigrantes que já conseguiram se estabelecer na região estão agora trazendo seus familiares para morar para cá.”

 

Para visualizar PDF você precisa do Adobe Reader: Clique aqui para baixar.